Magalu

sábado, 30 de maio de 2015

Em anúncio, seios de modelo ajudam a vender sanduíche de 1.000 calorias

Acusada de sexismo, a rede de lanchonetes Carl's Jr., que tem lojas no Brasil, usa mais uma vez modelos com seios avantajados para divulgar o novo cardápio.

A modelo Samantha Hoopes exibe o corpão no comercial do sanduíche gigante da Carl's Jr.
A rede norte-americana de fast food Carl's Jr. é conhecida pelas campanhas publicitárias atrevidas, muitas vezes de gosto duvidoso. Para divulgar o novo sanduíche, o 'The Most American Thickburger', a companhia contratou a modelo Samantha Hoopes, conhecida pelas capas que fez para a revista "Sports Illustratred", dos Estados Unidos.
A receita para vender o lanche mostrengo de 1.080 calorias, feito com salsicha, hambúrguer, batata tipo chips, tomate, picles e alface, é a mesma de outros anúncios da companhia: uma linda modelo com seios grandes.
De biquíni nas cores da bandeira dos Estados Unidos, Samantha, a escolhida para vender o hambúrguer, aparece em situações cada vez mais inusitadas, comendo o lanche gigante em uma jacuzzi, na caçamba de uma mega-caminhonete, em um porta-aviões, no meio do rio Hudson (em Nova York), ao lado da estátua da Liberdade. O comercial começa a ser exibido na TV na segunda-feira (1º de junho).
Kim Kardashian foi uma das estrelas da Carl's Jr., mas teve de adaptar o cardápio – trocou o sanduíche pela saladinha com frango
m entrevista publicada pela agência de notícias Associated Press (AP), Andy Puzder, CEO da empresa, disse que os anúncios estrelados por mulheres quase nuas se tornaram parte da cultura americana. "As pessoas assistem aos comerciais e querem saber quando o próximo estará pronto", afirmou o executivo.
O primeiro comercial da Carl's Jr. que usou mulheres de biquíni, exibido em 2005m teve como protagonista a modelo e herdeira Paris Hilton. Mas nos comerciais seguintes a empresa se empenhou um fisgar as chamadas 'new faces'; modelos que ainda não despontaram. A estratégia acabou criando uma disputa entre a companhia e a 'Sports Illustrated'.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Bruno Gagliasso vira cafetão na TV e polemiza: "Não sou contra a prostituição".

Em "Babilônia", nova novela das 21h, ator vive Murilo, um empresário que gerencia garotas de programa de luxo.

Bruno Gagliasso é um cara que não gosta de molezinha. Se sua tarefa vem recheada de desafio, é aí que ele se aconchega mais. Por isso, o sorriso do ator hoje está de orelha a orelha. O nome do novo alvo é Murilo, seu personagem em “Babilônia”, a nova novela das 21h da Globo que estreia dia 16 de março.
Na história, o rapaz gerencia uma empresa de garotas de programa de luxo. Mais que um cafetão, Gagliasso acha que o buraco é ainda mais embaixo. “Ele é um agenciador, um empresário. São meninas caras, que são acompanhantes dos seus clientes. E cada uma está lá por um motivo que não me cabe julgar. É, claro, um personagem desafiador para qualquer ator. Ele chama desafio”, e falou sobre a criação de Gilberto BragaRicardo LinharesJoão Ximenes Braga.
O grande X da questão para Murilo é que ele não esperar encontrar pelo caminho Alice, vivida por Sophie Charlotte. Vinda de Dubai, a moça, que vive altos problemas em casa com a mãe Inês (Adriana Esteves), acaba nas garras e nas graças de Murilo. Será o calcanhar de Aquiles do bonitão. Quer saber? Veja só o papo abaixo:
Bruno Gagliasso
 Como vai ser a relação entre Murilo e Alice (Sophie Charlotte)?
Bruno Gagliasso: Ele é um explorador sexual que vai se apaixonar por ela, então meio que tudo pode acontecer. Murilo vive no submundo. Meu maior laboratório foi ler os jornais e analisar a realidade da prostituição no nosso país. Não visitei prostíbulos. Não preciso cheirar cocaína para ser um drogado, e nem me internar em um manicômio para fazer um maluco.
Alice sabe logo de cara que Murilo é cafetão?
Bruno Gagliasso: Não, ele engana a Alice logo que se conhecem. Um dos clientes pede para ele uma garota top, então ele vai à caça, conquista Alice e a transforma em garota de programa.
Ele se relaciona com as outras meninas?
Bruno Gagliasso: Ele cuida delas, tem carinho por todas, se relaciona com todas até se apaixonar por Sophie. Ele não é psicopata, ele é normal, mas sem caráter. E começa dentro dele um conflito, porque ao mesmo tempo que precisa da Alice para ganhar dinheiro, ele está apaixonado por ela.
 E foi tranquilo isso de contracenar com a Carla Salle (ela é namorada do cunhado do ator)?
Bruno Gagliasso: A gente se diverte muito, não tem problema nenhum. O Denis(Carvalho, diretor) escolheu a dedo o elenco, e todo mundo está querendo muito fazer dar certo. Na história, até então, a personagem da Carla era a número 1, e perde o posto quando a Alice chega.
O Murilo é mau caráter?
Bruno Gagliasso: Temos vários tipos de mau caráter. O Murilo é um desses tipos. Eu não podia não aceitar, principalmente por voltar a trabalhar com Gilberto (Braga, autor). Eu fiz Edu, em ‘Dupla Identidade’, e poder pegar outro personagem tão importante logo depois é maravilhoso.
E como foi esse processo para deixar Edu para trás?
Bruno Gagliasso: Ao contrário de Edu, aqui é outro tipo de conquista, de abordagem. Até porque o ser psicopata não se compara com nenhum outro ser. E para sair de um personagem desse você tem o processo inverso, o processo para descompor. Estou fazendo isso com o preparador de elenco da novela, o Sérgio Penna.
Você acha que corre o risco de falarem que a história está glamourizando a profissão?
Bruno Gagliasso: Tudo é uma questão de ponto de vista, de olhar. Se a gente for pensar nisso, a gente não faz nada na TV. A prostituição está no nosso dia a dia, está viva, é real. Não tenho que julgar ninguém. E não sou moralista, cada um faz o que bem entender com seu corpo.
 E qual sua opinião sobre o assunto?
Bruno Gagliasso: Não sou contra a prostituição. Sou radicalmente contra a exploração sexual. Isso sim é crime. Prostituição, não. O Jean Wyllys está promovendo uma discussão bem ampla para nos aprofundarmos no tema.

WhatsApp ajuda a apimentar a relação.

Com fotos e mensagens eróticas, mulheres usam 

WhatsApp para apimentar o sexo

Resultado da união das palavras sexo e mensagem de texto em inglês, o sexting inclui a troca de imagens de partes íntimas como preliminares via celular da relação sexual da noite

De repente, no meio do expediente, o celular emite um toque avisando que há um novo torpedo. Ao abrir, uma imagem de mulher seminua, em uma pose provocante, com um texto convidativo. Se isso soa como um comportamento de quem não tem o que fazer, saiba que este tipo de mensagem tem sido bem utilizado por casais para apimentar o relacionamento. E, de acordo com quem aderiu à brincadeira, a prática é altamente eficiente para aumentar a temperatura do sexo. 
Fabiana Wrobel:




































É excitante, faço muitas fotos, vou testando meus melhores ângulos, destacando partes do corpo que ele mais gosta, como o bumbum" (Rachel Freire)
Para Rachel Freire, 37, casada há sete anos, mandar e receber mensagens eróticas sempre foi uma diversão e, com a tecnologia, isso apenas ficou mais fácil. “Eu gosto de provocar e falar de sexo em alguns momentos do nosso dia, pois vai atiçando a vontade para o momento em que nos reencontramos”, revela.
Ela confessa que adora se exibir para o marido. “É excitante, faço muitas fotos, vou testando meus melhores ângulos, destacando partes do corpo que ele mais gosta, como por exemplo, o bumbum. Procuro caprichar na sensualidade e isso também faz eu me sentir sexy”, destaca. Segundo Rachel, as fotos podem ser mais insinuantes ou, às vezes, escancaradas. No entanto, em situações mais expostas, ela procura ter o cuidado de não aparecer o rosto ou algo que possa identificá-la.
“Gosto de brincar com as poses e até gravar vídeos, adoro saber que o deixo excitado”, confessa Rachel. O marido retribuiu com mensagens sacanas avisando o que irá fazer assim que ‘pegá-la’ e, para o casal, isso é uma diversão quase corriqueira. “Enviamos mensagens quase todos os dias, o que muda é a intensidade do conteúdo erótico”, conta.
De acordo com o sexólogo João Luis Borzino, o sexting - termo de origem inglesa que une as palavras sex (sexo) + texting (mensagem de texto) – pode ser uma prática saudável, no entanto exige intimidade e confiança. “É uma brincadeira válida, mas deve ser sútil. A mulher pode fazer uma graça, com limite, sem se expor tanto. Afinal, nenhum relacionamento deve ser restrito ao sexo”, avalia.  Além disso, Borzino considera que o envio de mensagens e imagens eróticas combina com relações mais duradouras. “Enviar este tipo de conteúdo para um parceiro que você mal conhece, pode ser um tiro no pé. Infelizmente, a sociedade ainda é muito machista e, tal atitude, pode ser mal avaliada pelo receptor”, alerta.
No caso de Erika Martins, 33, casada há quase dez anos, a novidade só acrescentou. “Trabalhamos juntos e isso nos diverte, quebra a rotina e apimenta a relação. Chegamos a trocar mensagens eróticas sendo que um estava na frente do outro”, lembra. Ela e o marido preferem apostar em textos mais excitantes, e quando decidem mandar fotos, enviam apenas de partes íntimas, sem mostrar o rosto. “Fazemos isso umas três vezes por semana, para não virar rotina também. Creio que isso melhora 99% o relacionamento, deixando-o mais dinâmico”, confirma.

sábado, 31 de janeiro de 2015

PAOLA OLIVEIRA FOI O TEMA DO MÊS

Afinal, qual foi a notícia mais importante de janeiro?

Apesar da falta de água em SP, crise na Petrobras e a alta dos impostos, atriz chamou toda atenção do país.

 

O EFEITO PAOLA OLIVEIRA NO RELACIONAMENTO.

Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que elogiar uma bunda.

Paolla Oliveira em cena de 'Felizes para sempre?'
Mário Teodoro, mestre em sociologia, assina artigos quinzenais em dois dos principais jornais brasileiros; Cristina Fontana, antropóloga e responsável pela coordenação dos cursos de pós-graduação de uma importante universidade pública. 
Forjados no calor de 1968, o casal não se permite muitos momentos como aquele: distrações em frente à televisão. Mas, desta vez, um amigo muito próximo é o responsável pela direção de arte de “Felizes Para Sempre?” e, para não magoá-lo, a melhor opção era assistir 5 minutinhos da série - o suficiente para um elogio genérico durante um jantar.
A dupla ainda foi torturada por quinze minutos de Big Brother Brasil - experiência que rendeu um debate acerca de George Orwell e a espetacularização do cotidiano mais banal. “É a validação da mediocridade como comportamento padrão e aceitável. Vou escrever sobre isso no meu próximo artigo, já batizado de ‘O Herói do Possível’”, observou Teodoro.
Quando o programa começa, o casal acha graça nas referências ao cinema de Lars von Trier. “O ‘pobro’ não vai entender essa”, comenta, jocosa, Cristina - que assim como outros colegas de universidade usa a palavra “pobro” para se referir, de forma sucinta, ao povo pobre e sem acesso à educação formal.
Mas eis que surge uma bunda. A bunda de Paolla Oliveira. Um silêncio desmoronou, pesado, sobre aquele apartamento. Qual dos dois iria ser o primeiro a se arriscar nesta delicada seara? Quem iria ser o primeiro a tecer um comentário sobre a bunda da atriz.
São momentos como esse que você põe toda uma carreira acadêmica a perder. Uma palavra mal colocada e você pode ser queimado na inquisição das rodas intelectuais do eixo Rio-São Paulo.
Teodoro, que suava e deixava escapar uma tremidinha nervosa na voz, arriscou-e e, murmurando, disse: “derrière”.
Gênio! Ao usar a palavra francesa e evitar encher a boca com um termo de segundo time, Teodoro conseguiu introduzir o tema com certa classe e cuidado. Cristina aproveitou a brecha e, aliviada, complementou: “Arsch, querido! Arsch” - referindo-se a mesma bunda - só que em alemão, a língua mãe de toda a filosofia ocidental.
A partir daí, os dois tentaram disfarçar aquela súbita admiração pela derrière/Arsch de Paolla e encaminharam uma conversa no sentido de entender, do ponto de vista semiótico, o poder da bunda ao redor do mundo.
Os dois concordavam que era difícil encontrar um autor sério que tenha se debruçado, de forma consistente, sobre a questão da bunda. Apenas de uma maneira derivativa era possível encontrar referências bibliográficas sobre a presença da bunda na nossa cultura (pelo menos entre autores que eles não desprezavam).
De certo que Karl Marx tinha pela bunda uma visão classista. Acreditava no poder simbólico de uma nádega como síntese do poder burguês. “Quero sua bunda como quero seu trabalho, sua mais-valia e sua felicidade”, gritaria um porco capitalista. O marxismo nos faz olhar a bunda com a culpa do capital, com a sensação da opressão, a bunda como resultado da sodomia do dinheiro e de outras taras terríveis.
Por isso, marxista histórica, Cristina sempre cobriu sua bunda, escondendo-a dentro de uma espécie de meia burca. Com essa ideia, ela fomentou movimentos feministas que pregavam a pena capital para quem virasse o pescoço e mirasse, de passagem, uma bunda que se vai (e se esvai).
Teodoro também tinha pela própria bunda uma certa aversão. Era ela, a bunda, que fazia o intelectual requisitado pelos maiores jornais do País se assemelhar a um reles trabalhador braçal e iletrado. A bunda era democrática demais até para um homem com convicções socialistas como as dele.  
Teodoro trouxe Michel Foucault para a conversa - coisa que Cristina considerou uma provocação barata. Para Teodoro, Foucault teria escrito em “A História da Sexualidade” um belo arrazoado sobre a bunda e as estruturas sociais. Cristina, antropóloga, sempre achou essa interpretação um equívoco imperdoável. “Quando você pensa que Foucault está falando de bunda, você se engana. Ele está falando sobre…”
Na tevê, a bunda de Paolla Oliveira aparece novamente. Resplandecente. Um sol. O silêncio caiu sobre a casa outra vez. Aquela bunda mitológica teria o poder de encher a Cantareira, restituir o nosso respeito pela Petrobrás e fazer um casal de intelectuais repetir: “Que bunda!”
Teodoro e Cristina se deram as mãos, se olharam nos olhos e se abraçaram. Foi a primeira vez, em muitos anos, que os dois estavam experimentando esse calor sublime de se sentirem populares, se sentirem do “pobro”, livres e capazes de admirar uma bunda.
Em silêncio, Teodoro e Cristina foram para o quarto. Tiraram suas calças e ficam admirando a bunda um do outro. Eram bundas tristes, mas cheias de história e sonhos perdidos pelo caminho. Choraram. Beijaram-se (no sentido grego também) e foram dormir felizes.
Sonharam com a Paolla Oliveira, mas não contaram um para o outro.

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